A inovação não para de chegar aos consultórios dermatológicos e até mesmo para o consumidor final. Estamos experimentando uma revolução de tecnologias embarcadas nas formulações cosméticas que prometem tratar desde queixas mais simples, como manchas por exemplo, até queixas mais complexas como o temido Melasma. 

Por muitos anos, as estrelas das formulações cosméticas foram os ácidos principalmente os hidroxiácidos. Inicialmente, o ácido retinóico, que há muitos anos figura em formulações cosméticas e em prescrições manipuladas. Derivado da vitamina A, e também chamado tretinoína, atua na renovação celular, estimulando colágeno e melhorando linhas, poros e textura além de clareamento da pele. Entretanto, extremamente irritativo, deve ser usado com muito cuidado em pessoas que se expõe ao sol, com fototipos altos ou pele sensível. 

Na mesma linha, surgiu o ácido glicólico. Também um alfa-hidroxi-ácido, tem um mecanismo de ação semelhante mas com menor poder de irritação. Durante anos tem sido uma das estrelas das formulações por sua ação semelhante ao retinóico mas com maior segurança. 

Outros como o ácido salicílico, tem por principal característica o controle da oleosidade e equilíbrio de peles acneícas. Por suas características “secativas” é muito usado para peles que precisam de controle de oleosidade. 

Ja o ácido tranexâmico, por exemplo, tem sido muito indicado no tratamento de manchas e até mesmo melasma (inclusive injetável nas lesões) por suas características clareadoras e pouca agressividade.  

Mas todos tem uma questão importante em comum: irritação da pele. Uma vez que a pele é agredida, surgem maiores possibilidades de repigmentação ou de retorno da oleosidade como defesa, podendo ser ainda pior do que no pré-tratamento. É o famoso “efeito rebote”pesadelo de dermatologistas e pacientes. No caso do melasma por exemplo, os ácidos são mais indicados em períodos de menor exposição ao sol e costumam ser suspensos no verão, justamente quando as manchas pioram. 

Felizmente beautythechs como a Scientific Skin Technology vem trazendo para o mercado soluções inovadoras, focadas nas queixas principais dos pacientes. A estrela agora são os peptídeos, moléculas de alta performance, com muita penetração e sem agressão. Essas moléculas, associadas com vitaminas e antioxidantes, permitem resultados superiores aos ácidos sem seus inconvenientes. Outra inovação são os prebióticos que equilibram a pele sem agredir, diminuindo tanto oleosidade quanto sensibilidade. O resveratrol é outra estrela, antioxidante e detoxificante da pele. 

Enfim, a inovação está começando a chegar e está permitindo a democratização dos tratamentos estéticos, com melhores resultados e maior segurança.   

Dr. Rafael Arpini, é Mestre em Medicina Cosmética e Envelhecimento pela Universidade de Barcelona e desenvolvedor científico da linha de dermocosméticos da Scientific Skin Technology.