A indústria cosmética está em constante evolução e isso culminou em um salto tecnológico muito semelhante aos avanços digitais conquistados no mesmo período. Surgiram os ativos biomiméticos, os pré e probióticos tópicos e as bases biocompatíveis

Essa evolução proporcinou um maior grau de eficácia e acrescentou ao tratamento da pele mais segurança e resultados mais rápidos, com menor grau de irritação e mantendo protegida a função protetora da pele.

Os peptídeos biomiméticos simulam as proteínas naturais e são estruturalmente idênticos aos presentes na pele, atuam sobre os mecanismos fisiológicos com alta especificidade, em concentrações muito baixas e com excelente grau de segurança.

Além disso, apresentam baixo risco de sensibilização, têm excelente penetração na pele e com ações biológicas definidas. Atuam diretamente no tecido da pele através de receptores, atuam como sinalizadores, antioxidantes e estimuladores.

Outro fator importante a citar é que devido ao aumento da poluição, fenômenos climáticos, a alta incidência da radiação, tabagismo, má alimentação, sedentarismo, enfim, todas essas alterações ambientais e culturais fizeram surgir ativos e produtos dermocosméticos epigenéticos – que tentam reverter os danos ambientais e de hábitos que aceleram o envelhecimento da pele.

Para isso, temos disponível no mercado ativos específicos como: 

  • antipoluição
  • antioxidante: combate os radicais livres
  • antiglicante: impede a ligação do açúcar com as proteínas de colágeno
  • desglicante: desliga essas ligações 
  • antigravidade: formulações que agem para proporcionar firmeza contra a ação gravitacional que tende a deixar a pele flácida.

Antigamente as formulações dificilmente passavam da epiderme e do estrato córneo, hoje com a ciência e tecnologia conseguimos mimetizar a pele, equilibrar a flora, agir com mais precisão e eficácia trazendo resultados mais acertivos e específicos para cada tipo de pele. 

Mariana Sponchiado Arpini, mestre em Biociência e Epigenética.